segunda-feira, 31 de agosto de 2015

CORREIO DE UBERLÂNDIA JORNAL QUE LEVA O NOME DA CIDADE AOS QUATRO CANTOS DO MUNDO, TRAZ HOJE MATÉRIA BRILHANTE SOBRE OS 127 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA.

Uberlândia: Prédios têm histórias que contam um pouco dos 127 anos

Uberlândia completa, hoje, 127 anos de emancipação. Nesta data, o CORREIO de Uberlândia veicula este Especial com o objetivo de mostrar um pouco desta rica e interessante história da maior cidade do interior de Minas Gerais. Faz esse trabalho tentando contar a trajetória do principal Município da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba e segundo maior do Estado por meio de fatos, dados e lembranças que são relacionadas a alguns de seus principais prédios. Mais que isso, faz o resgate da memória uberlandense relatando casos vividos por moradores, trabalhadores e visitantes destes locais, que têm papel de protagonistas neste contexto.
Na data em que o Município completa 127 anos de emancipação, o CORREIO de Uberlândia veicula este Especial com o objetivo de mostrar um pouco desta rica e interessante história da maior cidade do interior de Minas (Foto: Cleiton Borges 13/03/2015)
Na data em que o Município completa 127 anos de emancipação, o CORREIO de Uberlândia veicula este Especial com o objetivo de mostrar um pouco desta rica e interessante história da maior cidade do interior de Minas (Foto: Cleiton Borges 13/03/2015)
Na viagem pela história de Uberlândia, antes chamada de São Pedro de Uberabinha, o CORREIO vai contar, a partir de agora, casos sobre prédios históricos, como o Palácio dos Leões. A edificação situada na praça Clarimundo Carneiro, bairro Fundinho, no setor central, que já foi sede da Prefeitura, hoje, é o Museu Municipal.
Estarão presentes também neste caderno, que se propõe a ser mais um capítulo deste livro escrito pelos uberlandenses e pelos moradores da cidade que vêm de fora, edificações históricas, como a que abriga a Biblioteca Municipal, marco zero do Município, e a centenária que abriga a Escola Estadual Bueno Brandão. Terá também abordagens sobre estruturas religiosas, como a Catedral Santa Teresinha, na praça Tubal Vilela, no Centro. O leitor que quiser conhecer um pouco mais dos prédios locais também poderá saber detalhes de fatos ocorridos em imóveis como o Edifício Tubal Vilela, um dos mais antigos da região, e em locais públicos, como o Terminal Rodoviário.
Cultura e esporte também terão espaço neste suplemento. Os interessados nestas áreas terão a oportunidade saber um pouco mais sobre o Teatro Municipal, cujo projeto arquitetônico é do renomado Oscar Niemeyer, o Estádio do Parque do Sabiá, que recentemente deixou de ser chamado de João Havelange, e o Uberlândia Tênis Clube (UTC). Poderão ainda conhecer melhor um dos principais pontos de entretenimento de Uberlândia, o London Pub.
E, para começar, quem nos acompanha agora já poderá mergulhar na primeira das histórias, sobre um dos prédios que mais desperta a curiosidade de quem passa pelo hipercentro, principalmente, pelas suas formas: a edificação que abriga o Fórum local.
Concreto marca construção que abriga o Fórum
Marcado pela exploração do concreto não só na sua estrutura, como também no acabamento, o prédio que abriga o Fórum Abelardo Penna, no hipercentro de Uberlândia, é uma das construções que mais chamam a atenção dos visitantes de Uberlândia e dos próprios moradores locais. Com princípios da arquitetura brutalista paulista, uma das tendências nacionais e internacionais do período pós-Segunda Guerra Mundial até o fim da década de 1970, a edificação teve sua construção feita em 4 anos e 5 meses. As obras foram iniciadas em 25 de dezembro de 1972 e finalizadas em 2 de maio de 1977, quando a cidade tinha 100 mil habitantes, quase 550 mil a menos que os 646 mil moradores indicados na estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de julho de 2013.
Instalado na praça Jacy de Assis, o prédio que abriga o Fórum foi projetado pelos arquitetos mineiros Roberto Pinto Manata e José Carlos Laerder de Castro. Hoje, o local tem estrutura defasada, tanto física quanto de pessoal, com acúmulo de processos e insatisfação por parte de servidores do Judiciário local, que reclamam das condições de trabalho e da sobrecarga de atividades. Estes fatos foram mostrados pelo CORREIO de Uberlândia em reportagem publicada em abril de 2014. Na ocasião, o diretor do Foro, Paulo Fernando Naves de Resende, disse que a estrutura do prédio está defasada frente à demanda da população local. Mas, ainda de acordo com o diretor, ele depende do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para realizar qualquer intervenção no local. “Não temos orçamento próprio, então, estamos subordinados ao Tribunal”, afirmou em entrevista dada ao CORREIO na época.
A percepção de que a estrutura atual da edificação que abriga o Fórum de Uberlândia não é apropriada para a demanda é mencionada por visitantes e pessoas que fazem trabalhos no local. Mas elas também apontam a arquitetura notável do prédio, não poupando elogios às suas formas singulares. “É uma estrutura um pouco antiga, desatualizada. Não tem ar-condicionado e faltam computadores, mas é inegável que tem uma arquitetura diferente, bonita”, afirmou a estudante de Direito Andressa Barbosa Aliberti, que costuma acompanhar audiências no Fórum para aprender na prática sua futura profissão.
“Pelo que escutamos das pessoas que trabalham aqui todos os dias e também pelo que vemos, o prédio está pequeno para a demanda e o atendimento necessário. Mas é uma edificação linda, que admiro e que chama atenção de quem passa perto”, disse Rosa Maria de Oliveira, representante da Associação de Artesãs do Projeto Empreender da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), que fez uma exposição no prédio do Fórum em agosto.
Nova sede tem previsão de entrega em abril de 2017
Apontado como parte da solução para a estrutura defasada, o novo prédio que abrigará o Fórum de Uberlândia teve sua construção retomada no início de junho deste ano e tem previsão de entrega em abril de 2017. Paralisada durante o período de dois anos e quatro meses, a obra, que começou em janeiro de 2011, na avenida Rondon Pacheco, bairro Tibery, zona leste, inicialmente deveria ter sido entregue em outubro de 2013. Porém a construtora licitada na época apresentou problemas financeiros e deixou de pagar os funcionários, que paralisaram a obra em fevereiro de 2013.
Desde junho de 2015, as obras passaram a ser tocadas pela GCE S/A, empresa do Distrito Federal que ganhou o novo processo licitatório iniciado em 2014 para retomar a construção do prédio. O investimento na obra de todo o complexo, segundo matéria publicada pelo CORREIO de Uberlândia em junho de 2015, foi estimado em R$ 55,5 milhões, dos quais R$ 19,7 milhões foram repassados à primeira construtora, que abandonou a obra em fevereiro de 2013, alegando problemas financeiros. Para a conclusão do novo prédio, que irá abrigar o Fórum de Uberlândia, está previsto o investimento de R$ 32,4 milhões.
Atualmente, o prédio do Fórum Abelardo Penna, localizado na praça Jacy de Assis, no Centro de Uberlândia, tem 23 varas e cerca de 500 servidores, entre efetivos e terceirizados.
História
O Fórum, que recebeu o nome do juiz municipal Abelardo Moreira dos Santos Pena (exerceu o cargo entre 1919 e 1922), integra a Comarca de Uberlândia, instalada no dia 25 de janeiro de 1892, quando a cidade ainda era chamada de São Pedro de Uberabinha. O termo foi assinado pelo juiz Duarte Pimentel de Ulhôa.

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