Estado e Igreja foram as duas instituições que dirigiram a
colonização da América espanhola e portuguesa a partir do século XVI. Para o
Estado, a conquista material era vista como instrumento de acumulação de riqueza
e poder. Para a Igreja, a conquista espiritual era instrumento de
recomposição e ampliação do “rebanho” católico, reduzido e ameaçado na Europa
pela ação da Reforma Protestante.
No Brasil, a Igreja implantou os serviços religiosos.
Para os colonos, foram construídas as igrejas e capelas, criadas paróquias,
colégios, irmandades e seminários, geralmente a cargo do clero secular (Bispos,
Padres). Por esses serviços as autoridades eclesiásticas do reino exerciam seu
controle sobre a vida religiosa, intelectual e moral de toda a sociedade
colonial. Entre os instrumentos de controle, havia o Tribunal do Santo
Ofício, a vigilância aterrorizante da Inquisição.
A inquisição enviava de vez em quando representantes seus à
colônia. Eram os visitadores, agentes da fé para vigiar comportamentos dos
luso-brasileiros e dar inicio a processos contra aqueles cujo comportamento
considerassem condenáveis.
Primeira missa no Brasil. Vitor Meirelles.
Com domínio das consciências, a Igreja moldou hábitos,
valores, normas e costumes, combatendo o que considerava “desvios” de crença e
de comportamento, reforçou o sentimento de lealdade e obediência ao soberano,
fortalecendo com isso os vínculos entre colônia e metrópole.
A Companhia de Jesus foi a ordem religiosa que mais se
destacou no Brasil colonial. Fundada em 1534 pelo espanhol Inácio de Loyola
para ser uma organização religiosa de combate às “heresias” e aos “inimigos da
fé”, a Companhia de Jesus incorporou o espírito da Contra-Reforma.
No Brasil, os jesuítas chegaram em 1549, na comitiva chefiada pela padre Manuel da Nóbrega. Nos séculos XVII e XVIII, os jesuítas mantinham igrejas, paróquias, colégios e missões desde Paranaguá (no atual estado do Paraná) até a região amazônica. Tanto por seu trabalho pastoral e missionário quanto pelo papel político que exerciam, os jesuítas tiveram forte presença na vida social e cultural da colônia. Foi na implantação das missões junto aos indígenas que os jesuítas mais se destacaram.
Assim, para os indígenas, foram organizadas as missões, também chamadas de “redução” ou “povos”. A cargo do clero regular (frades, monges), membros das ordens religiosas como franciscanos, capuchinhos carmelitas e jesuítas, as missões se espalharam por todo o Brasil.
No Brasil, os jesuítas chegaram em 1549, na comitiva chefiada pela padre Manuel da Nóbrega. Nos séculos XVII e XVIII, os jesuítas mantinham igrejas, paróquias, colégios e missões desde Paranaguá (no atual estado do Paraná) até a região amazônica. Tanto por seu trabalho pastoral e missionário quanto pelo papel político que exerciam, os jesuítas tiveram forte presença na vida social e cultural da colônia. Foi na implantação das missões junto aos indígenas que os jesuítas mais se destacaram.
Assim, para os indígenas, foram organizadas as missões, também chamadas de “redução” ou “povos”. A cargo do clero regular (frades, monges), membros das ordens religiosas como franciscanos, capuchinhos carmelitas e jesuítas, as missões se espalharam por todo o Brasil.
A função das missões era reunir grupos nativos em aldeamentos, promover sua conversão e aculturação e evitar sua escravização. Os índios aldeados ou “reduzidos” eram considerados protegidos, ou “livres”. Nos aldeamentos, onde isolavam os índios, os missionários os catequizavam e faziam produzir.
Padre jesuíta Antônio Vieira em gravura que representa o padre convertendo
índios na Amazônia.


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