YOKOHAMA - O Corinthians faturou
neste domingo o seu segundo título mundial. E o principal responsável pela
conquista foi o atacante Paolo Guerrero. O jogador peruano marcou o único gol
da vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea na final, no
Estádio Internacional de Yokohama, no Japão. Antes, já havia feito o gol na
semifinal contra o Al Ahly, que garantiu a presença corintiana na decisão do
torneio.
O título do Mundial de Clubes conquistado no Japão é o segundo da história do Corinthians. Antes, em 2000, o time venceu a primeira edição do torneio organizado pela Fifa, que foi realizado no Brasil. Naquela oportunidade, o troféu foi garantido na disputa dos pênaltis após empate sem gols com o Vasco na decisão.
O título do Mundial de Clubes conquistado no Japão é o segundo da história do Corinthians. Antes, em 2000, o time venceu a primeira edição do torneio organizado pela Fifa, que foi realizado no Brasil. Naquela oportunidade, o troféu foi garantido na disputa dos pênaltis após empate sem gols com o Vasco na decisão.
Dessa vez, porém, o torcedor corintiano não precisou sofrer
tanto. A conquista do título do Mundial de Clubes foi garantida aos 23 minutos
do segundo tempo, quando Guerrero marcou o único gol da partida e escreveu
o seu nome na história do clube paulista.
O atacante peruano foi contratado pelo Corinthians após a
conquista do título da Libertadores, em julho, e chegou a estar ameaçado de não
disputar o Mundial de Clubes após se contundir na última rodada do Campeonato
Brasileiro. Recuperado, Guerrero fez os dois gols da equipe no torneio no
Japão.
Cássio também foi decisivo para a conquista corintiana.
Neste domingo, ele fez defesas difíceis no primeiro tempo, quando o Chelsea
pressionou o time paulista. E o goleiro voltou a se sair bem no final da
segunda etapa, quando evitou gol do atacante espanhol Fernando Torres.
O JOGO
Os dois times sofreram mudanças nas suas escalações em relações aos jogos que os classificaram para a decisão do Mundial de Clubes. Preocupado com a força do lado esquerdo do ataque do Chelsea, Tite sacou Douglas para colocar Jorge Henrique e fortalecer a marcação pela direita.
Os dois times sofreram mudanças nas suas escalações em relações aos jogos que os classificaram para a decisão do Mundial de Clubes. Preocupado com a força do lado esquerdo do ataque do Chelsea, Tite sacou Douglas para colocar Jorge Henrique e fortalecer a marcação pela direita.
Já o time inglês, que poupou alguns jogadores nas
semifinais, escalou a sua força máxima. Assim, David Luiz, que tinha atuado
como volante contra o Monterrey, voltou para a zaga. Ramires, Lampard e Moses
entraram no meio-de-campo, enquanto Obi Mikel e Oscar foram relegados ao banco
de reservas.
A partida começou bastante truncada. O Chelsea tentava
trocar passes no campo de ataque, mas seus meias tinham dificuldades em razão
da forte marcação corintiana. Assim, a primeira oportunidade de gol surgiu em
uma jogada de bola parada. Aos 10 minutos, após cobrança de escanteio, a bola
sobrou para Cahill, que finalizou. Praticamente em cima da linha da sua meta,
Cássio fez a defesa.
O Chelsea passou a ter maior controle da posse de bola,
trocando passes no meio-de-campo em busca de espaços na defesa corintiana. O
time brasileiro, porém, conseguia encaixar alguns contra-ataques perigosos. Em
um deles, Paulinho finalizou forte, por cima da meta defendida por Cech.
A primeira grande oportunidade de gol do Corinthians surgiu
aos 28 minutos, quando o time aproveitou bem os espaços deixados pelo
meio-de-campo do Chelsea. Guerrero tentou passe para Emerson, Cahill cortou
errado e a bola sobrou para o atacante, que finalizou de fora da área, mas para
fora.
O Chelsea ameaçou aos 32 minutos, no primeiro lance em que
apareceu o talento de Hazard. O belga lançou Moses nas costas de Fábio Santos.
Antes de finalizar, porém, o jogador foi travado por Paulo André.
Principal destaque do setor ofensivo corintiano no primeiro
tempo, Guerrero ameaçou o Chelsea aos 34 minutos. O peruano ganhou a disputa
com David Luiz, passou por Cahill e tentou bater cruzado. A bola ficou com
Emerson, que, sem ângulo, acertou o pé da trave na sua finalização.
A parte final do primeiro tempo foi dominada pelo Chelsea,
que obrigou Cássio a fazer três boas defesas. Aos 37 minutos, Lampard lançou
Fernando Torres na grande área. O atacante espanhol, porém, finalizou fraco.
Moses ameaçou aos 39 ao invadir a área e bater colocado, buscando o canto
oposto. Cássio espalmou para evitar o gol.
Aos 41 minutos, a oportunidade do Chelsea surgiu em uma
jogada de bola parada. David Luiz cobrou falta, a zaga cortou, mas o rebote
ficou com Mata, que chutou para nova intervenção do goleiro corintiano.
O jogo seguiu aberto no começo do segundo tempo. A primeira
oportunidade de gol foi do Chelsea. Aos oito minutos, Mata lançou Hazard nas
costas de Alessandro. O belga invadiu a área e finalizou para boa defesa de
Cássio.
O Corinthians, porém, conseguia manter o duelo equilibrado,
principalmente quando trocava passes no meio-de-campo. Aos 18 minutos,
Guerrero, em jogada de pivô, criou uma situação perigosa. O peruano passou para
Paulinho, que finalizou à esquerda da meta de Cech.
Melhor em campo, o Corinthians passou a jogar no campo de
ataque e fez o seu gol aos 23 minutos. Paulinho fez boa jogada e passou para
Danilo finalizar na grande área. O meia bateu, mas a bola desviou na defesa e
ficou livre para Guerrero, de cabeça, marcar e colocar o time paulista em
vantagem.
Bem postado em campo, o Corinthians conseguia se defender e
praticamente não era ameaçado pelo Chelsea, que apostava em jogadas individuais
e lançamentos longos, mas sem sucesso. Além disso, o time londrino parecia
nervoso com a desvantagem e errava passes demais, facilitando as ações dos
corintianos.
O Chelsea só conseguiu ameaçar aos 40 minutos. Após rebatida
na defesa corintiana, Fernando Torres ficou com o rebote e, de frente para o
gol, chutou em cima de Cássio, que fez a defesa milagrosa. No final do jogo, o
time londrino ainda teve o zagueiro Cahill expulso, mas ainda assim chegou a
marcar um gol, bem anulado por impedimento, com Fernando Torres. Depois disso,
o Corinthians conseguiu segurar o sufoco imposto pelo time inglês para
conquistar o seu segundo título mundial.
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