sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MORRE OSCAR NIEMEYER, O MAIOR ARQUITETO BRASILEIRO.




Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Considerado o mais importante
arquiteto brasileiro deste século em função da quantidade e qualidade de obras
construídas, iniciou sua carreira no escritório de Lucio Costa, em 1934, quando se
graduou na Escola Nacional de Belas Artes.

A partir do instante em que substituiu Costa na coordenação do grupo que desenvolveu
os estudos de Le Corbusier para o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde, no
Rio de Janeiro, Niemeyer desempenhou o papel principal na corrente modernista que
privilegiava a expressão plástica. Em 1947, o edifício-sede da  Unesco
[http://www.unesco.org.br], nos Estados Unidos, proporciona mais uma vez a Niemeyer
a oportunidade de dividir com  Le Corbusier  [http://www.greatbuildings.com/
architects/Le_Corbusier.html] o projeto definitivo que funde as propostas
independentes de cada um dos arquitetos.
    
A influência corbusiana é notável nas primeiras obras de Niemeyer. Porém, pouco a
pouco o arquiteto adquire sua marca: a leveza das formas curvas cria os espaços que
transformam o programa arquitetural em ambientes inusitados; portanto, harmonia,
graça e elegância são os adjetivos mais apropriados para o trabalho de Oscar Niemeyer.
As adaptações que o arquiteto produziu conectando o vocabulário barroco ao
modernismo arquitetônico possibilitaram experiências formais com volumes
espetaculares, que foram concretizadas por calculistas famosos, entre eles o brasileiro
Joaquim Cardoso e o italiano Pier Luigi Nervi.

A arquitetura de Brasília, prevista nos  esboços com que Lucio Costa concorreu ao
concurso internacional de projetos para a nova capital do Brasil, foi o impulso definitivo
de Niemeyer na cena da história internacional da arquitetura contemporânea. As cúpulas
côncava e convexa do Congresso Nacional e as colunas dos palácios da Alvorada, do
Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo
                      http://www.bv.sp.gov.br Planalto e da Suprema Corte, configuram signos originais. 

Agregando-os às espetaculares
formas das colunas da Catedral e dos palácios Itamaraty e da Justiça, Niemeyer encerra
a perspectiva ortogonal e simétrica formada  pelo ritmo repetitivo dos edifícios da
Esplanada dos Ministérios.

O uso das estruturas em concreto armado em formas curvas ou em casca e as
explorações inéditas das possibilidades estéticas da linha reta se traduziram em
fábricas, arranha-céus, espaços para exposições, residências, teatros, templos, edifícios sede de empresas dos setores público e privado, universidades, clubes, hospitais e
equipamentos para diversos programas sociais. Desses temas sobressaem-se os seguintes
trabalhos: a Obra do Berço e sua residência na Estrada das Canoas, no Rio de Janeiro; a
fábrica Duchen, o edifício Copan e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo; o conjunto

arquitetônico da Pampulha, com o Cassino, o Restaurante e o Templo de São Francisco
de Assis, em Belo Horizonte; o projeto para o Hotel de Ouro Preto (Minas Gerais), o
Museu de Caracas (Venezuela), a sede do Partido Comunista (Paris), a sede da Editora
Mondatori (Milão), a Universidade de Constantine (Argélia) e o Museu de Arte
Contemporânea de Niterói (Rio de Janeiro).

A presença constante de Oscar Niemeyer  no cenário da arquitetura contemporânea
internacional, desde 1936 até os dias atuais, o transformou em símbolo brasileiro.
Recebeu inúmeros prêmios e possui vasta bibliografia, onde se destacam títulos de sua
autoria e de Stamo Papadaki, além de várias edições temáticas das principais revistas dearquitetura da França e da Itália.

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