Ovelha
negra É o tipo de pessoa cuja conduta é considerada inadequada
perante um grupo social ou familiar. Normalmente, o dono dessa alcunha tem
um comportamento desagregador ou violento. A expressão tem origem no fato
de que “nas religiões pagãs antigas, todo o animal preto era visto como
força das trevas”. Muitas vezes, inclusive, os animais dessa cor eram
sacrificados em homenagem aos deuses. Além disso, os pastores preferiam as
ovelhas brancas porque sua lã podia ser tingida ao contrário das da cor
preta. Por não servir para o tingimento de sua lã, os animais da cor negra
tinham menor valor no mercado. Com o passar dos anos, a expressão ‘ovelha
negra’ ganhou o uso que tem hoje e passou a ser usada para classificar
qualquer pessoa que se destacava de forma negativa em um grupo.
Deu
zebra A origem da expressão “dar zebra”, utilizada nas situações
em que o resultado foi algo impossível de acontecer, surgiu no popular Jogo
do Bicho. Segundo consta no livro O bode expiatório, a zebra não está entre
os 25 animais que emprestam o nome a essa loteria ilegal, por isso,
interpreta-se o fato como uma “tragédia” inesperada. Ao longo do tempo,
como descreve a obra, a expressão passou a ganhar popularidade no futebol
antes de se espalhar para as demais modalidades esportivas. Um exemplo
disso é quando uma equipe, considerada favorita pela sua maior qualidade, é
derrotada por outra que não tinha qualquer chance de vitória.
Rodar
a baiana A expressão está ligada àquelas pessoas acostumadas a
fazer uma confusão. O carnaval já era uma farra no início do século, e como
toda bagunça que se preze, tinha confusão. A mais repetida explicação para
a expressão “rodar a baiana” vem justamente daí: em meio aos desfiles da
época no Rio de Janeiro, alguns gaiatos já tinham a mania de passar a mão
no bumbum das mulheres. Isso também acontecia com as baianas - era um beliscão,
um grito e um giro. Até que elas começaram a desfilar com guarda-costas
disfarçados, capoeiristas vestidos como elas que revidavam com navalhas,
surgindo então à autêntica rodada de baiana: belisco, giro e
confusão.
Santo do pau oco A expressão “santo do pau oco”,
usada para designar pessoas falsas, surgiu provavelmente em Minas Gerais,
entre o final do século XVII e o início do século XVIII. Era o Período
Colonial, o auge da mineração no País. Para driblar a cobrança do “quinto”,
o imposto de 20% que a Coroa Portuguesa cobrava de todos os metais
preciosos garimpados no Brasil, santos em madeira oca eram esculpidos e,
posteriormente, recheados de ouro em pó. Outra possibilidade de origem da
expressão santo do pau oco é do folclorista Luiz Câmara Cascudo em seu
Dicionário do Folclore Brasileiro, que diz que as imagens de santos vinham
de Portugal recheado de dinheiro falso.
Lágrimas de crocodilo Você
já deve ter escutado a expressão “lágrimas de crocodilo” em referência a
alguém que chora, indicando que o choro é fingido, falso ou hipócrita. A
origem da expressão é biológica. Mas não tem a ver com fingimento. Quando o
crocodilo está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar com
força o céu da boca do réptil, o que comprime suas glândulas lacrimais.
Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos. São
lágrimas naturais, mas obviamente não significam que o animal se emocione
ou sinta pena da sua presa. Daí vem à expressão “lágrimas de crocodilo”,
querendo dizer que, embora a pessoa chore, suas lágrimas não significam que
ela esteja sofrendo, e muitas vezes são mesmo apenas um fingimento.
Casa-da-mãe-Joana A
expressão popular surgiu no século XIV a partir das desventuras de uma
Joana que, de rainha, passou a ser fugitiva. Joana I era a rainha de
Nápoles se casou com seu primo Andrew, irmão de Luís I, rei da Hungria.
Algum tempo depois, Andrew foi assassinado em uma conspiração que teve a
participação da própria Joana. Enfurecido, o irmão da vítima resolveu
invadir Nápoles em 1348 perseguindo Joana, que se viu obrigada a fugir para
a localidade de Avignon, na França. Uma vez instalada em um palácio Joana
passou a mandar e desmandar na cidade. Tanto que resolveu regulamentar os
bordéis de Avignon, determinando que cada estabelecimento devesse ter uma
porta por onde qualquer pessoa poderia entrar. A partir disso, cada bordel
ficou conhecido como “Paço da Mãe Joana”, considerada a dona da cidade.
Mais tarde, Joana vendeu a cidade com a condição de ser declarada inocente
de participação na morte do ex-marido. Em 1382, Joana foi assassinada por
seu sobrinho e herdeiro, Carlos de Anjou. No Brasil, a palavra “paço” foi
modificada para um formato mais popular, “casa”, gerando a expressão como é
conhecida até hoje: “Casa-da-mãe-Joana”.
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