TOLERÂNCIA OU INTOLERÂNCIA?
Vivemos em um mundo
onde o ser humano não se tolera. Desde os primórdios, o homem vive
às turras com seus semelhantes. Para ele, o outro não é seu
semelhante, mas diferente, só por ser o outro.
Se observarmos o
desenvolvimento da humanidade, percebemos que o homem nunca aceitou
seu semelhante. Para não aceitá-lo, criava algo diferente nele,
como a cor da pele, a cor do cabelo, sua altura, ou, qualquer coisa
que pudesse fazê-lo diferente.
Com o passar do tempo o
“diferente” passava ser escravo do outro, que se intitulava
melhor em tudo, apenas para se impor sobre o outro. Assim surgiram os
escravos, que perdiam a guerra, que viravam devedores e por fim
aqueles considerados de raças inferiores. E assim começou a
intolerância entre os homens, onde um se sobrepunha ao outro. A
intolerância nasceu de ambas as partes, daquelas que eram subjugados
e outros que se julgavam superiores não aceitavam os inferiores em
seu convívio.
Estamos no século XXI
da era cristã e o que mudou nesses dois milênios? Acredito que
muito pouco mudou, pois a tolerância não existe, nem mesmo no seio
de uma família, quanto mais no convívio de uma comunidade, onde
muitas pessoas são diferentes, até mesmo na forma de pensar.
Pegando um exemplo bem
próximo de nós e bastante atual. Nas eleições para prefeito
acontecidas em mais de cinco mil municípios brasileiros, houve em
todos eles, coligações de partidos diversos, até mesmo de
ideologias antagônicas, apenas para garantir a vitória nas urnas.
Passadas as eleições, veio o momento de criar as equipes de
governo, aí a coisa começou esquentar, porque todos os partidos
coligados se acharam no direito de reivindicar uma maior fatia do
“bolo” na hora de indicar seus secretários. Em algumas cidades,
até mesmo o Prefeito e Vice-Prefeito, não se toleram desde o
momento da posse, ficando assim nesse clima até o último dia do
mandato.
Na minha opinião,
devemos analisar apenas a intolerância, porque a tolerância, não
existe entre os homens. Mesmo aqueles criados sob orientação
cristã, se esquecem que o outro pode ser diferente e nós temos a
obrigação de aceitá-lo como ele é e nunca querer que ele seja um
“clone” da nossa pessoa. Como cristãos, devemos aceitar as
pessoas como elas são e não como nós queremos que elas sejam.
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