segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

VOCÊ ACEITA SEU SEMELHANTE COMO ELE É?


                                           TOLERÂNCIA OU INTOLERÂNCIA?

Vivemos em um mundo onde o ser humano não se tolera. Desde os primórdios, o homem vive às turras com seus semelhantes. Para ele, o outro não é seu semelhante, mas diferente, só por ser o outro.

Se observarmos o desenvolvimento da humanidade, percebemos que o homem nunca aceitou seu semelhante. Para não aceitá-lo, criava algo diferente nele, como a cor da pele, a cor do cabelo, sua altura, ou, qualquer coisa que pudesse fazê-lo diferente.

Com o passar do tempo o “diferente” passava ser escravo do outro, que se intitulava melhor em tudo, apenas para se impor sobre o outro. Assim surgiram os escravos, que perdiam a guerra, que viravam devedores e por fim aqueles considerados de raças inferiores. E assim começou a intolerância entre os homens, onde um se sobrepunha ao outro. A intolerância nasceu de ambas as partes, daquelas que eram subjugados e outros que se julgavam superiores não aceitavam os inferiores em seu convívio.

Estamos no século XXI da era cristã e o que mudou nesses dois milênios? Acredito que muito pouco mudou, pois a tolerância não existe, nem mesmo no seio de uma família, quanto mais no convívio de uma comunidade, onde muitas pessoas são diferentes, até mesmo na forma de pensar.

Pegando um exemplo bem próximo de nós e bastante atual. Nas eleições para prefeito acontecidas em mais de cinco mil municípios brasileiros, houve em todos eles, coligações de partidos diversos, até mesmo de ideologias antagônicas, apenas para garantir a vitória nas urnas. Passadas as eleições, veio o momento de criar as equipes de governo, aí a coisa começou esquentar, porque todos os partidos coligados se acharam no direito de reivindicar uma maior fatia do “bolo” na hora de indicar seus secretários. Em algumas cidades, até mesmo o Prefeito e Vice-Prefeito, não se toleram desde o momento da posse, ficando assim nesse clima até o último dia do mandato.

Na minha opinião, devemos analisar apenas a intolerância, porque a tolerância, não existe entre os homens. Mesmo aqueles criados sob orientação cristã, se esquecem que o outro pode ser diferente e nós temos a obrigação de aceitá-lo como ele é e nunca querer que ele seja um “clone” da nossa pessoa. Como cristãos, devemos aceitar as pessoas como elas são e não como nós queremos que elas sejam.


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